Listas

7 Filmes Mais Aguardados de Cannes 2017

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Falta menos de uma semana para o Festival de Cannes 2017, eu como todo ano, fico ansioso para assistir os filmes, os curadores precisam arrasar nas escolhas esse ano, já que a seleção do ano passado foi maravilhosa, seleção essa que foi de alguma forma prejudicada por conta de um júri perturbado, de qualquer forma Pedro Almodóvar parece ser mais imponente, por outro lado, algo estará diferente esse ano, já que a curadoria não escolheu nenhum filme arrasta quarteirões para as seleções, por outro lado, mais uma vez Michael Haneke está na competição e já é considerado um dos favoritos, Nicole Kidman tem nada mais nada menos que quatro filmes entre competição e mostras paralelas e o principal barulho esse ano, foi a escolhe de não um mais dois títulos originais do Netflix, diretor para competição, agora vamos lá, separei os 10 titulos que eu mais aguardo.

Wonderstruck Julianne Moore7. Wonderstruck, de Todd Haynes
O filme de Todd Haynes vai mostrar uma jovem surda que vai até New York para encontrar uma atriz, que ela ama muito enquanto 50 anos depois, um garoto foge para Nova York para encontrar seu pai e encontra a menina surda como uma mulher mais velha, nos últimos anos Todd Haynes anda causando sensação nos festivais e não costuma sair sem prêmio, de melhor atriz em Veneza para Cate Blanchett (Não Estou Lá) até mais recentemente em Cannes para Rooney Mara (Carol) então vamos aguardar a recepção do filme e quem sabe um prêmio para Juliane Moore.

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6. Good Times, de Benny Safdie and Josh Safdie
Se existe alo gratificante é assistir a evolução de alguns atores, Robert Pattinson ainda não é o melhor ator da atualidade, contudo, está escolhendo muito melhor seus projetos e cá está ele mais uma vez em Cannes, o filme ainda não tem uma sinopse divulgada mas, os diretores já disseram que se trata de um filme de roubo, onde o protagonista (Pattinson) psicopata mentalmente danificado, o filme ainda tem no elenco Jennifer Jason Leigh, Barkhad Abdi.

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5. The Square, de Ruben Östlund
Se lembrar do diretor que ficou puto por conta da esnobada de seu filme (Força Maior) na categoria de melhor filme estrangeiro? Pois então, depois de uma vitória – duvidosa – em uma das mostras paralelas, o diretor está de volta direto para a competição, que diga-se de passagem foi adicionado depois do anuncio oficial, não se sabe muito do filme, um experimento de arte que convida a participação pública em uma grande cidade, mistério, não?

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4.
 How To Talk To Girls at Parties, de John Cameron Mitchell
O filme era para o ano passado, acabou adiado e ficou fora da competição, esperar ou não mais uma grande atuação de Nicole Kidman – sim, não ou talvez – ainda assim se tratando de um filme de Mitchell não espero nada menos que um ótimo filme, no subúrbio de Londres, Croydon, no final dos anos 70, o adolescente desventurado Enn se apaixona por uma garota que acabou de conhecer e que se revela ser um alienígena que visita a galáxia, aqui temos mais uma combinação Nicole Kidman e Ellen Fanning estão juntas.

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3. 
The Killing Of A Sacred Deer, de Yorgos Lanthimos
Outro que fez carreira no festival, que não costuma sair sem prêmios e se mostrou um dos diretores mais criativos dos ultimos anos Lanthimos está de volta a competição com mais uma de suas criações mirabolantes, ou não – o filme gira em torno de um cirurgião brilhante toma um adolescente preocupado sob sua asa, até que o menino tenta trazê-lo para dentro da dobra de sua família disfuncional, segunda parceria com Colin Farrell e um dos dois filmes em que ele faz parceria com Nicole Kidman.

The Beguiled2. The Beguiled, de Sofia Coppola
O olhar de Sofia Coppola sempre fui um tanto peculiar, uma das minhas cineastas favoritas, é sempre motivo de ansiedade, esse nova empreitada da diretora vai contar  a história de um soldado ferido é levado para se recuperar no ambiente feminino de uma escola de claustro para damas, é uma releitura de um filme de 1971 estrelado por Clint Eastwood. Sofia Coppola foi vaiada na sua ultima estadia na competição, porém, foi bem recebida quando abriu Um Certo Olhar, em seu filme anterior, vamos aguardar, lembrando que esse é um dos filmes em que Nicole Kidman estará.

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1. You Were Never Really Here, de Lynne Ramsay
Como eu disse lá no inicio, a seleção do ano passado está de lamber os beiços, esse ano eu particularmente não estou muito apegado a nenhum titulo, ainda assim, quero assistir esse dez, mais a esse aqui em particular, primeiro porque Joaquin Phoenix é meu ator preferido e não vejo a hora de ele ser devidamente reconhecido, segundo que Lynne Ramsay já havia feito um trabalho tenso em seu filme anterior, o filme vai narrar a história de uma tentativa de resgate em um bordel da cidade, um veterano de guerra que dedicou sua vida a combater o tráfico sexual se envolve com um poderoso político de Nova York.

Documentários

Eu Não Sou Seu Negro (2016), de Raoul Peck

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O ano que passou foi um ano diferente, não como um todo, manifestações artísticas, preconceitos, segregação racial nunca saíram das pautas de discussão, contudo, algumas vezes elas chegam no auge, como foi o caso de 2016, muito disso por conta da história da humanidade, que por longos e longos anos propagam o racismo da pior forma possível, em alguns momentos chegamos a ter nojo de nós mesmos, da nossa história -, quando o movimento Black Lives Marter uma nova onda de movimentos sociais, filmes, séries, artigos, músicas, livros, peças, passeatas, petições se iniciaram, o documentário de Raoul Peck faz parte do movimento.

O escritor James Baldwin deixou em uma carta para o seu agente o seu mais último projeto, que era terminar o livro Remember This House, que relata a vida e morte de alguns dos amigos do escritor, como Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King Junior, com sua morte, em 1987, o manuscrito inacabado foi confiado ao diretor Raoul Peck. São os discursos do próprio Baldwin que se concentra a melhor parte do filme, muita coisa do que os discurdos colocam como revolta pode parecer ininteligível para alguns espectadores, simplesmente porque tiraram de cena o fato de o escritor ser homossexual, como sugerido no documentário.

O discorrer das coisas são da forma mais didática possível, de qualquer forma, é um excelente ponto de partida para a discussão de uma questão ainda atual, ainda mais nos Estados Unidos que sempre acontece casos de racismo e afins, ano passado a próprio industria de cinema sofreu com ma baixa por conta do assunto, com ideias polêmicas do ativismos, assim nos convidando a pensar sobre as ações de uma nação para com seus próprios, todas as contradições do horror do racismo aparecem sem precisar de muita coisa e as frases finais da obra resumem todo o seu intento, trazendo em si a realidade de muitas e muitas nações ao redor do mundo, ainda que seja mais forte nos Estados Unidos, precisamos de uma vez por todos, deixar de lado o racismo e enxergar que somos todos iguais.

Nota.:: 7.0
(I Am Not Your Negro, 2016)

Diretores

Bertrand Bonello

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O compositor que virou diretor, é assim que chamo Bonello que, logo com seu primeiro filme O Pornógrafo (2001) conquistou a critica do Festival de Cannes, foi por lá que o diretor fez carreira, todos os filmes que seguiram seriam selecionados, mesmo que não para a competição principal, estariam ali marcando presença e colocando o diretor no gosto da critíca, Tiresia (2003) foi selecionado para a competição, assim como o seguinte L’Apollonide – A Casa do Amor e da Tolerância (2011) que retratou o cotidiano de uma casa de prostituição na França, o filme acabou caindo nas graças da critíca, ainda assim não ganhou nenhuma prêmio, já naquele filme a marca de Bonello já ficava claro, longos planos e cenas demoradas, filmadas da forma mais fria possível,  biografia Saint Laurent (2015) seguiu um caminho parecido, ainda na seleção oficial de Cannes, o filme não agradou a critíca, ainda assim o filme conseguiu ser o selecionado para representar a França no Oscar, logo não conseguiu a indicação, seu ultimo filme Nocturama (2016) faz referência aos ataques terroristas na França.

Critíca

Nocturama (2016), de Bertrand Bonello

https://media.outnow.ch/Movies/Bilder/2016/Nocturama/Para começar os trabalhos de cinéfilo, vamos para a Europa e falar de um assunto que está em alta, os ataques terroristas que anda acontecendo por lá, colocar em pauta um assunto como o tratado aqui das duas uma, ou seria uma catástrofe ou seria uma colocação interessante dos fatos, afinal de contas, nos últimos dias mais do que nunca a França sofre por todos os lados ataques terroristas, no filme estamos na Europa contemporânea, profundamente atingida por conta da crise econômica iniciada em 2008, e as ações desses garotos e garotas estão conectadas a esse contexto, eles estão próximos de praticar atos terroristas em lugares simbólicos do país, tudo para chamar atenção, causar tumulto e principalmente para causar uma discussão, afinal de contas, ninguém faria isso sem qualquer motivação.

O diretor – na qual eu não sou muito familiar, esse é apenas a segunda experiência que tive com o diretor – não precisou ou se preocupou em analisar a ideologia dos personagens, na primeira parte o diretor constrói todo um plano para deixar o clima tenso, através de idas e vindas no tempo, da apresentação de um mesmo episódio por diferentes pontos de vista, assim entregando ao espectador as minúcias do plano que está sendo executado, consequentemente muita tensão, já sabemos o que está próximo, contudo, sem a mesma proporção do que realmente vai acontecer.

O segundo parte foca totalmente nas consequências, passado quase todo em uma loja de departamentos onde a garotada se esconde, após o sucesso dos atentados, o diretor nos permite se aproximar mais dessas figuras, só que não o suficiente, o grande e maior problema do filme é sua longa duração, o diretor insiste em focar principalmente o tédio experimentado por jovens que têm de passar uma noite inteira acordados e escondidos num ambiente fechado, é ai que surge a contradição entre os ataques realizados contra símbolos do capital e do poder e o esbaldar-se no consumo dentro da loja, mas ela é desconstruída pelo elemento de brincadeira presente nessa exploração de objetos, roupas, eletrônicos – fato é que, o que mais poderíamos esperar de um grupo de adolescentes com alguma ideologia e pouca (ou quase nenhuma) maturidade.

O final foi filmado como um grande filme de horror, não existe chance para os garotos, o que acontece ali é um massacre por conta dos atos anteriores, o filme de Bonello é longo demais que, ficamos cansados e os personagens se tornam desinteressantes no decorrer dos fatos, ainda que o diretor fuja do didatismo, do planfletarismo, ele se prejudica por conta da longa duração, se fosse mais curto e enxuto talvez funcionasse melhor.

Nota .:: 6.0
Nocturama (2016), de Bertrand Bonello
Elenco – Finnegan Oldfield, Manal Issa, Vincent Rottiers, Martin Petit-Guyot, Jamil McGraven,

Notas

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