Documentários

Eu Não Sou Seu Negro (2016), de Raoul Peck

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O ano que passou foi um ano diferente, não como um todo, manifestações artísticas, preconceitos, segregação racial nunca saíram das pautas de discussão, contudo, algumas vezes elas chegam no auge, como foi o caso de 2016, muito disso por conta da história da humanidade, que por longos e longos anos propagam o racismo da pior forma possível, em alguns momentos chegamos a ter nojo de nós mesmos, da nossa história -, quando o movimento Black Lives Marter uma nova onda de movimentos sociais, filmes, séries, artigos, músicas, livros, peças, passeatas, petições se iniciaram, o documentário de Raoul Peck faz parte do movimento.

O escritor James Baldwin deixou em uma carta para o seu agente o seu mais último projeto, que era terminar o livro Remember This House, que relata a vida e morte de alguns dos amigos do escritor, como Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King Junior, com sua morte, em 1987, o manuscrito inacabado foi confiado ao diretor Raoul Peck. São os discursos do próprio Baldwin que se concentra a melhor parte do filme, muita coisa do que os discurdos colocam como revolta pode parecer ininteligível para alguns espectadores, simplesmente porque tiraram de cena o fato de o escritor ser homossexual, como sugerido no documentário.

O discorrer das coisas são da forma mais didática possível, de qualquer forma, é um excelente ponto de partida para a discussão de uma questão ainda atual, ainda mais nos Estados Unidos que sempre acontece casos de racismo e afins, ano passado a próprio industria de cinema sofreu com ma baixa por conta do assunto, com ideias polêmicas do ativismos, assim nos convidando a pensar sobre as ações de uma nação para com seus próprios, todas as contradições do horror do racismo aparecem sem precisar de muita coisa e as frases finais da obra resumem todo o seu intento, trazendo em si a realidade de muitas e muitas nações ao redor do mundo, ainda que seja mais forte nos Estados Unidos, precisamos de uma vez por todos, deixar de lado o racismo e enxergar que somos todos iguais.

Nota.:: 7.0
(I Am Not Your Negro, 2016)

Diretores

Bertrand Bonello

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O compositor que virou diretor, é assim que chamo Bonello que, logo com seu primeiro filme O Pornógrafo (2001) conquistou a critica do Festival de Cannes, foi por lá que o diretor fez carreira, todos os filmes que seguiram seriam selecionados, mesmo que não para a competição principal, estariam ali marcando presença e colocando o diretor no gosto da critíca, Tiresia (2003) foi selecionado para a competição, assim como o seguinte L’Apollonide – A Casa do Amor e da Tolerância (2011) que retratou o cotidiano de uma casa de prostituição na França, o filme acabou caindo nas graças da critíca, ainda assim não ganhou nenhuma prêmio, já naquele filme a marca de Bonello já ficava claro, longos planos e cenas demoradas, filmadas da forma mais fria possível,  biografia Saint Laurent (2015) seguiu um caminho parecido, ainda na seleção oficial de Cannes, o filme não agradou a critíca, ainda assim o filme conseguiu ser o selecionado para representar a França no Oscar, logo não conseguiu a indicação, seu ultimo filme Nocturama (2016) faz referência aos ataques terroristas na França.

Critíca

Nocturama (2016), de Bertrand Bonello

https://media.outnow.ch/Movies/Bilder/2016/Nocturama/Para começar os trabalhos de cinéfilo, vamos para a Europa e falar de um assunto que está em alta, os ataques terroristas que anda acontecendo por lá, colocar em pauta um assunto como o tratado aqui das duas uma, ou seria uma catástrofe ou seria uma colocação interessante dos fatos, afinal de contas, nos últimos dias mais do que nunca a França sofre por todos os lados ataques terroristas, no filme estamos na Europa contemporânea, profundamente atingida por conta da crise econômica iniciada em 2008, e as ações desses garotos e garotas estão conectadas a esse contexto, eles estão próximos de praticar atos terroristas em lugares simbólicos do país, tudo para chamar atenção, causar tumulto e principalmente para causar uma discussão, afinal de contas, ninguém faria isso sem qualquer motivação.

O diretor – na qual eu não sou muito familiar, esse é apenas a segunda experiência que tive com o diretor – não precisou ou se preocupou em analisar a ideologia dos personagens, na primeira parte o diretor constrói todo um plano para deixar o clima tenso, através de idas e vindas no tempo, da apresentação de um mesmo episódio por diferentes pontos de vista, assim entregando ao espectador as minúcias do plano que está sendo executado, consequentemente muita tensão, já sabemos o que está próximo, contudo, sem a mesma proporção do que realmente vai acontecer.

O segundo parte foca totalmente nas consequências, passado quase todo em uma loja de departamentos onde a garotada se esconde, após o sucesso dos atentados, o diretor nos permite se aproximar mais dessas figuras, só que não o suficiente, o grande e maior problema do filme é sua longa duração, o diretor insiste em focar principalmente o tédio experimentado por jovens que têm de passar uma noite inteira acordados e escondidos num ambiente fechado, é ai que surge a contradição entre os ataques realizados contra símbolos do capital e do poder e o esbaldar-se no consumo dentro da loja, mas ela é desconstruída pelo elemento de brincadeira presente nessa exploração de objetos, roupas, eletrônicos – fato é que, o que mais poderíamos esperar de um grupo de adolescentes com alguma ideologia e pouca (ou quase nenhuma) maturidade.

O final foi filmado como um grande filme de horror, não existe chance para os garotos, o que acontece ali é um massacre por conta dos atos anteriores, o filme de Bonello é longo demais que, ficamos cansados e os personagens se tornam desinteressantes no decorrer dos fatos, ainda que o diretor fuja do didatismo, do planfletarismo, ele se prejudica por conta da longa duração, se fosse mais curto e enxuto talvez funcionasse melhor.

Nota .:: 6.0
Nocturama (2016), de Bertrand Bonello
Elenco – Finnegan Oldfield, Manal Issa, Vincent Rottiers, Martin Petit-Guyot, Jamil McGraven,

Notas

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