Critíca

Potiche: A Esposa Troféu (2010), de François Ozon


O francês que é muito popular por aqui passou algumas semanas no Festival de Cannes com seu novo filme que, não vai demorar muito pra chegar por aqui, uma vez que o diretor é como eu disse, muito popular, ano após ano os filmes do diretor transita entre as telas grandes, cá entre nós Ozon é de fato, um diretor interessante, contudo, nem de longe o melhor ou de mais prestígio do seu país, como as distribuidoras nacionais costumam vender o cineasta, o circuito erroneamente quase que legitima Ozon como um representante oficial do cinema francês contemporâneo, só para ficar bem claro, ele não é tudo isso. Claro que, isso não aconteceu de uma hora para outra, Ozon sempre foi um diretor muito irregular, aquele diretor que penou muito para entrar para os grandes nomes nos festivais, até que ele conseguiu e junto isso um certo patamar, ao menos para as distribuidoras brasileiras, deixando isso de lado, falemos do filme em questão.

O ano é 1977, lá Robert é um homem muito chato que só pensa nos negócios e não se relaciona bem com ninguém, nem com seus funcionários, filhos e esposa, até que depois de uma greve na fábrica, ele quase infarta, sua mulher, Suzanne, assume o comando da empresa, se mostrando uma mulher com capacidade para administrar a fábrica melhor do que seu marido fazia, tudo se desenvolve através desse pano de fundo, conflitos familiares, conflitos políticos, algumas piadas insanas e vários momentos engraçados.

Como em quase todos os seus outros filmes, Ozon está sempre oscilando entre a comédia e o drama, assim tratando os personagens como bonecos de ventríloquo, assim como em quase todos os outros filmes, as mulheres são o ponto forte, aqui o cineasta coloca isso em maior evidência,  a esposa troféu do título é a melhor elaborada, embora todas as personagens sejam boas, por conta de um elenco afiado, para quem acompanha Deneuve e Depardieu se deliciam com seus personagens cômicos.

O filme mescla um pouco de tudo comédia e melodrama, família e politica, homens e mulheres e isso não é ruim, longe disso, Ozon prefere trilhar um caminho mais conservador, talvez por ser uma comédia, seu final é clichê, mesmo com um elenco afiado, algumas piadas que couberam perfeitamente, a sensação que tenho é que Ozon não foi tão longe quanto seu filme poderia ter ido, ainda assim, mérito dele de criar uma atmosfera deliciosa, que remete diretamente as comédias televisivas, ou como alguns conhecem, os ditos sitcoms, bom filme que não vai tão longe como poderia.

Nota .:: 7.5
Potiche: A Esposa Troféu (2010), de François Ozon
Elenco .:: Catherine Deneuve, Fabrice Luchini, Sergi Lopez, Jérémie Renier, Karin Viard

 

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