Critíca

Delta (2008), de Kornél Mundruczó

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O cinema autoral ganhou forma faz muitos anos, essa forma é muito simples, uma história para fácil compreensão do público (não uma bobagem, que fique claro), longos planos com uma câmera parada, poucos diálogos ou quase nenhum, os filmes autorais preferem falar com olhares e claro, cheio de imagens que podemos chamar de lindas – esses são os passos para um filme autoral ser consagrado, foi esse o caminho que Delta, de Kornél Mundruczó traçou, ele que está atualmente na competição da 70ª edição do festival de cannes, em seu primeiro filme, foi com essa trajetória que o diretor conseguiu emplacar todos os seus filmes no maior festival de cinema do mundo, alias, essa é a melhor forma para conquistar qualquer curador, é lógico que o cinema de autor hoje já não tem mais a mesma força ou impacto de alguns dos maiores diretores, ainda assim, alguns nos deixam maravilhados, infelizmente, esse não foi o caso aqui.

O primeiro filme de Mundruczó fala de Mihail, um homem que retorna à sua terra natal, Delta do Rio Danúbio, após anos afastado lá ele encontra Fauna, caçula da mãe do mesmo, cuja existência ele desconhecia, ela muda-se para a cabana onde ele está vivendo, em meio à paisagem de vegetação densa e labirintos de riachos com pequenas ilhas. Os dois constroem uma casa sobre palafitas no meio do rio e quando a casa fica pronta, chamam os moradores locais para um jantar, à comunidade da qual se isolaram, os irmãos sentem a profunda reprovação social de seu relacionamento “não-natural”.

O tratamento de uma tema como o incesto, nunca foi de fácil digestão, Mundruczó criou um protagonista que fala pouco, quase nada e não sabemos como definir, se o protagonista fala pouco, os diálogos quase não existem, somos jogados para grandes paisagens de um rio, é como se o diretor colocasse a câmera em um barco, saiu filmando, quando não isso, os planos do diretor estão muitos distantes dos atores, assim não conseguimos sentir o filme, como é o caso da cena do estupro, longo e longe demais, as músicas escolhidas para o filme são insanas ou indigesta, no final do filme, mais impasses, fotografias escura o suficiente para que não vejamos nada, é assim que termina o filme, com uma sensação de que nada foi dito ou contado.

Nota .:: 3.0
Delta (2008), de Kornél Mundruczó
Elenco – Félix Lajkó, Lili Monori, Orsolya Tóth, Sándor Gáspár

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