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10 Melhores Vencedores da Palma de Ouro

O maior festival de cinema terminou hoje, completando 70 anos, o prestigiado festival ano após ano ganha mais prestigio, sempre envolto em muitas polêmicas, escolhas peculiares, presidentes do júri que referem causar polêmica do que cumprir com sua tarefa, Pedro Almodóvar presidente mais recente do festival – que premiou o sueco The Square -, faz justamente o contrário de George Miller (em 2016, júri cheio de polêmicas e escolhas duvidosas). Como disse acima, o festival completou setenta anos, dentre todos os vencedores da Palma de Ouro, separei os dez que eu particularmente, gosto mais, em ordem de preferência, eis a lista.

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1. Taxi Driver (1976), de Martin Scorsese 
O retrado primoroso consigo mesmo, a melhor atuação de Robert DeNiro, o melhor filme de Martin Scorsese, o melhor filme que já ganhou a Palma de Ouro, alias, qualquer prêmio para esse filme, é pouco. Travis Bickle (Robert DeNiro) é um jovem veterano do Vietnã, que volta para as ruas de Nova York trabalhando como motorista de táxi. Conhecendo melhor todos os podres das vielas da cidade, seu caminho se cruza com o das jovens Betsy (Cybill Sheperd) e Iris (Jodie Foster), uma prostituta de apenas 12 anos, o que o faz se revoltar com tudo e com todos, explodindo sua raiva e violência que sempre demonstrou ter. Ele planeja um atentado contra um senador e, sozinho, ainda bate de frente com os cafetões de sua mais nova jovem amiga

Resultado de imagem para apocalypse now movie2. Apocalypse Now (1979), de Francis Ford Coppola
O filme que demorou tanto para ficar pronto, não poderia ser laureado com menos, também um dos maiores (se não o) filme de guerra de todos os tempos, com um elenco cheio de estrelar para sua época, ainda é uma critíca valida. O Capitão Willard (Martin Sheen) recebe uma missão: matar um insano desertor, o Coronel Kurtz (Marlon Brando), que preparou uma tropa para atacar os próprios americanos.

Resultado de imagem para all that jazz movie3. All That Jazz (1979), de Bob Fosse

Se Coppola fez o melhor filme de guerra, Bob Fosse é o melhor diretor de músicas que o cinema já teve, infelizmente com poucos filmes e duas obras-primas, O Show Pode Continuar – oe Gideon (Roy Scheider) é um diretor de cinema que vive uma bela vida de luxo e prazer. Após um enfarte, deve rever sua rotina, para o seu próprio bem. Mas, ao invés disso, ele continua levando a vida de antes, mesmo alertado dos males que isso pode lhe causar.

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4. O Piano (1993), de Jane Campion

Um soco na alma, é como eu chamaria o filme da única mulher vencedora da Palma de Ouro, em Cannes. Uma mulher que se recusa a falar sai da Escócia para as florestas da Nova Zelândia em um casamento arranjado, levando consigo sua filha e seu piano. As coisas acabam não sendo bem como ela imaginou, e sua vida passa a ser cada vez mais difícil.

Resultado de imagem para pulp fiction movie5. Pulp Fiction – Tempos de Violência (1994), de Quentin Tarantino
Tarantino já estava no mapa com seu primeiro filme, com seu segundo e melhor (até hoje) ele conquistou o mundo, uma legião de fãs, respeito e importância. Três histórias são apresentadas de forma não cronológica e se cruzam durante o filme. Em uma, conhecemos Vincent Vega e Jules Winnfield, dois mafiosos que devem fazer uma cobrança. Em outra história, Vincent deve levar a mulher de seu chefe para se divertir enquanto ele viaja, mesmo com todos os boatos que rodeiam o caso. Em outra, Butch Coolidge é um boxeador que deve lutar em um combate com vencedor pré-definido, mas que surpreende a todos, vence e foge com o dinheiro da luta para provar o seu valor, sendo perseguido logo após. Palma de Ouro em Cannes.

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6. O Pianista (2002), de Roman Polanski
Para alguns Polanski já foi um grande diretor, para outros seu foi O Pianista, sou do mesmo time, assim como Tarantino, Polanski ganhou a Palma de Ouro com seu melhor filme (até hoje). As memórias do pianista polonês Szpilman são retratadas nesse emocionante filme, contando como começaram as restrições aos judeus em Varsórvia e como conseguiu sobreviver ao Holocausto. Incrementado com cenas chocantes e belas músicas,

Resultado de imagem para blue is the warmest color7. Azul é a Cor Mais Quente (2013), Abdellatif Kechiche
Steven Spielberg demorou muito para aceitar a presidência do júri em Cannes, o resultado foi uma das melhores escolhas de todos os tempos – isso não só na Palma, como em todas as categorias daquele ano – Adèle é uma garota de 15 anos que descobre, na cor azul dos cabelos de Emma, sua primeira paixão por outra mulher. Sem poder revelar a ninguém seus desejos, ela se entrega por completo a este amor secreto, enquanto trava uma guerra com sua família e com a moral vigente.

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8. A Àrvore da Vida (2011), de Terrence Mallick
O que para alguns é uma grande bobagens, para outros é uma grande odisséia. Conta a história que aproxima o foco na relação entre pai e filho de uma família comum, e expande a ótica desta rica relação, ao longo dos séculos, desde o Big Bang até o fim dos tempos, em uma fabulosa viagem pela história da vida e seus mistérios, que culmina na busca pelo amor altruísta e o perdão.

Resultado de imagem para entre le murs9. Entre os Muros da Escola (2008), de Laurent Cantet
Uma critíca social do sistema público de educação na França, excelentíssimo filme. François e seus colegas professores preparam o novo ano letivo em uma difícil escola da periferia parisiense. Munidos das melhores intenções, eles se apoiam mutuamente para manter vivo o estímulo de dar a melhor educação a seus alunos. A sala de aula, um microcosmo da França contemporânea, testemunha os choques entre as diferentes culturas. E por mais inspiradores e divertidos que sejam os adolescentes, seu difícil comportamento pode acabar com qualquer entusiasmo de professores mal pagos.

Resultado de imagem para wild at heart10. Coração Selvagem (1991), de David Lynch
David Lynch é David Lynch, com uma carreira brilhante não poderia ficar sem um dos maiores prêmios do cinema, ainda que não seja o seu melhor filme. Numa estranha homenagem ao filme “O Mágico de Oz”, Sailor e Lula são dois amantes que vivem intensamente a vida e a paixão. Tentando fugir das garras da mãe da garota, os dois caem na estrada para uma viagem violenta e psicodélica, uma vez que a mãe de Lula contrata um grupo de assassinos profissionais para matar Sailor

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7 Melhores Filmes do Woody Allen

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O senhor que faz um filme por ano, é assim que algumas pessoas chamam um dos mestres do cinema, algumas outras pessoas como meu amigo Patrick Corrêa, do Impressões de um Cinéfilo, tem a sorte de ter o diretor preferido, alguém que faz um filme por ano, ou seja, nunca está órfão de filmes novos. Por outro lado, existem quem ache que, isso não é a melhor coisa, as vezes, o diretor acaba perdendo a forma, entregando qualquer coisa, como é o caso do próprio Woody Allen, que tem obras-primas em sua filmografia, outros ótimos, alguns apenas bons e como muitos diretores (quase todos) alguns são totalmente desastrosos, dos cinquenta (se não for mais) filmes do diretor, só assiste a vinte títulos, ainda falta muito chão pra conseguir analisar todos, de qualquer forma, separei os sete filmes que eu mais aprecio, do senhor que ainda diverte pessoas por todos os cantos do mundo, eis minha humilde lista.

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1.Meia-Noite em Paris (2011)

Particularmente, o melhor filme do diretor, também um dos melhores filmes do século até agora, são os diálogos e personagens característicos de uma extensa filmografia, reunidos em seu melhor trabalho, tanto como roteirista, quanto como diretor, de uma criatividade sem fim, é também o filme que mais assisti o diretor, acho que umas oito ou nove vezes. O filme é uma comédia romântica sobre uma família que precisa se mudar para Paris a trabalho, e sobre um jovem casal de noivos, com casamento programado para o Outono, que vêem suas vidas mudarem completamente, também sobre um jovem que tem um grande amor por Paris e a ilusão que as pessoas tem que uma vida diferente da sua é sempre muito melhor, grande homenagem a literatura, para os mais familiares aos nomes citados, uma delicia de se acompanhar.

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2. Tiros na Broadway (1994)
O meu preferido até 2011, quando cai de amores perante o filme acima, ainda assim uma grande obra, que mistura o clássico filme de gângster, personagens teatrais (alguns tão irritantes que se tornam hilários) e claro, Woody Allen.o filme se passa nos anos 20, David Shayne (John Cusack, em sua melhor atuação) é um autor teatral que se vê em uma péssima situação: tem de aceitar a namorada do gângster que patrocina a peça, sem talento algum, no elenco, além de ter que aturar as sugestões do guarda-costas dela quanto ao roteiro, é também um dos filmes do diretor com mais números de indicações ao Oscar, sete no total.

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3. Hannah e Suas Irmãs (1986)
Um dos filmes que eu mais carrego com carinho comigo, muito por conta de algumas passagens que são simbólicas, ao menos para mim, algumas frases que tiveram importância – além da criação de grandes personagens, grandes situações. A filha mais velha de um casal de artistas, Hannah, é uma dedicada esposa, mãe carinhosa e atriz de sucesso. Uma leal defensora de suas duas confusas irmãs Lee e Holly, ela é também a espinha dorsal de uma família que parece se ressentir de sua estabilidade quase tanto quanto dependem da mesma. Mas quando o mundo perfeito de Hannah é silenciosamente sabotada pela rivalidade fraterna, ela finalmente começa a ver que está tão perdida quanto todos os outros, e para poder se encontrar, ela terá que escolher entre a independência e … a família sem a qual ela não pode viver. Junto com o filme acima, é o filme com maior número de indicações ao Oscar, também sete indicações.

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4. A Era do Radio (1987)
Woody Allen é mestre quando fala das artes da vida, não que o rádio seja um arte (ou é?) no filme, fascinado pelas histórias fantásticas que ouve no rádio sobre guerras sangrentas e lindas mulheres famosas, Joe Needleman, um garotinho de 10 anos, sonha com aventuras, com o dia em que ele verá os espiões inimigos, os submarinos alemães ou até com sua professora sensual dando um sorriso (e não muito mais do que isso). Mas, se a vida de Joe é povoada pelas fantasias sobre as vozes do rádio, as pessoas de carne e osso por trás daquelas vozes têm suas próprias fantasias. E enquanto as estrelas sobem, carreiras caem e a nação avança rumo ao futuro, a única certeza absoluta é: a era do rádio um dia será passado, mas a magia das memórias de Joe viverá para sempre.

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5. Blue Jasmine (2013)
Para alguns, a protagonista mais irritante da carreira do diretor, com uma história fútil e tudo mais. Para mim, um grande drama, com uma personagem deliciosa de se acompanhar, com uma atuação avassaladora de Cate Blanchett, que interpreta uma mulher rica, cheia de não me toque, que acabou de falir e precisa ir morar com sua irmã mais nova em São Francisco, uma pequena pérola do diretor.

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6. Match Point (2005)
O filme que me transformou em cinéfilo, o filme que fez eu me apaixonar por cinema, não é um filme fácil, não é uma comédia boba como alguns dos filmes do diretor, alias, é um filme muito sério, o primeiro dele, fora dos Estados Unidos. O filme narra a história de um tenista profissional irlandês é acolhido no seio de uma família de alta sociedade inglesa, recebe um cargo em sua empresa e se casa com sua filha. Sua relação com a família é afetada quando vive uma aventura amorosa com a ex-noiva de seu cunhado, uma jovem e sedutora norte-americana que procura inutilmente espaço em Londres como atriz.

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7. Descontruindo Harry (1997)
Um dos filmes mais bem construídos do diretor, por um acaso do destino (não?) se tem desconstruindo no titulo, uma comédia hilária, cheia de personagens extravagantes, situações embaraçosas, Harry Block (Woody Allen) é um escritor que tem um sério problema: ele sofre de graves distúrbios psicológicos relacionados a pessoas ao seu redor. Ele acaba incluindo, disfarçadamente, pequenos detalhes de sua vida pessoal em seus livros, o que lhe causa bastante confusão com as pessoas próximas.

Diretores

Kornél Mundruczó

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O diretor que como muitos outros diretores passaram por Cannes, por lá ficaram, Kornél Mundruczó foi só um dos muitos que tiveram a sorte que conquistar o maior festival de cinema do mundo, conquistando assim, lugar garantido a cada filme novo, sua primeira grande empreitada foi com Delta (2008) usando todos os artificios do cinema autoral, para assim conquistar seu lugar na competição principal, o filme posterior também na competição O Projeto Frankenstein (2010) não agradou tanto o público durante sua aparição, seu maior e melhor filme foi Deus Branco (2014) que fora da competição principal de Cannes, ficou na sessão paralela – na Mostra Um Certo Olhar – e saiu com o prêmio máximo, desde sempre o cinema do húngaro cheio de estilo, com longas cenas por vezes muito longe, por vezes muito próximo dos atores, seu mais recente filme, atualmente em concurso no Festival de Cannes, intitulado Jupiter’s Moon, dividiu a crítica, alguns acharam a história do homem que levita um tanto surreal, de qualquer forma é um diretor que merece muito nossa atenção.

Critíca

Delta (2008), de Kornél Mundruczó

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O cinema autoral ganhou forma faz muitos anos, essa forma é muito simples, uma história para fácil compreensão do público (não uma bobagem, que fique claro), longos planos com uma câmera parada, poucos diálogos ou quase nenhum, os filmes autorais preferem falar com olhares e claro, cheio de imagens que podemos chamar de lindas – esses são os passos para um filme autoral ser consagrado, foi esse o caminho que Delta, de Kornél Mundruczó traçou, ele que está atualmente na competição da 70ª edição do festival de cannes, em seu primeiro filme, foi com essa trajetória que o diretor conseguiu emplacar todos os seus filmes no maior festival de cinema do mundo, alias, essa é a melhor forma para conquistar qualquer curador, é lógico que o cinema de autor hoje já não tem mais a mesma força ou impacto de alguns dos maiores diretores, ainda assim, alguns nos deixam maravilhados, infelizmente, esse não foi o caso aqui.

O primeiro filme de Mundruczó fala de Mihail, um homem que retorna à sua terra natal, Delta do Rio Danúbio, após anos afastado lá ele encontra Fauna, caçula da mãe do mesmo, cuja existência ele desconhecia, ela muda-se para a cabana onde ele está vivendo, em meio à paisagem de vegetação densa e labirintos de riachos com pequenas ilhas. Os dois constroem uma casa sobre palafitas no meio do rio e quando a casa fica pronta, chamam os moradores locais para um jantar, à comunidade da qual se isolaram, os irmãos sentem a profunda reprovação social de seu relacionamento “não-natural”.

O tratamento de uma tema como o incesto, nunca foi de fácil digestão, Mundruczó criou um protagonista que fala pouco, quase nada e não sabemos como definir, se o protagonista fala pouco, os diálogos quase não existem, somos jogados para grandes paisagens de um rio, é como se o diretor colocasse a câmera em um barco, saiu filmando, quando não isso, os planos do diretor estão muitos distantes dos atores, assim não conseguimos sentir o filme, como é o caso da cena do estupro, longo e longe demais, as músicas escolhidas para o filme são insanas ou indigesta, no final do filme, mais impasses, fotografias escura o suficiente para que não vejamos nada, é assim que termina o filme, com uma sensação de que nada foi dito ou contado.

Nota .:: 3.0
Delta (2008), de Kornél Mundruczó
Elenco – Félix Lajkó, Lili Monori, Orsolya Tóth, Sándor Gáspár

Critíca

Encurralado (Steven Spielberg, 1971)

Filme de estréia de um dos grandes diretores americanos vivos hoje, ‘Encurralado’ tem muito do que Steven Spielberg traria às telas ao longo de sua carreira. Um pequena pérola que precisa ser redescoberta.

Quem nunca ficou preso ou bloqueado na estrada por um caminhão, ônibus ou algum veículo de grande porte? O que temos aqui é apenas um filmes de enredo simples sobre a viagem de um homem comum que tenta ultrapassar um enorme caminhão inflamável em uma rodovia estadual. O enorme diferencial é que Encurralado apresentou ao mundo um jovem diretor fantástico cheio de ideias e conhecimento técnico sedento para testá-las na tela. Estilo, técnica, criatividade e aspectos inovadores podem ser grandes aliados na construção de filmes de premissa simplória, onde Encurralado se encaixa perfeitamente.

Tudo muito tranquilo e normal, uma ultrapassagem segura aqui e outra ali, até percebermos que caminhoneiro quer ver o indefeso motorista morto. Um jogo de gato e rato se inicia, o motorista precisa chegar a tempo em uma reunião de negócios mas não pode ultrapassar o assustador caminhão (que claro, com muito mais potência) alcançaria sua traseira. Mas também não pode deixar o caminhão passar a frente, já que este propositalmente diminuía a velocidade, atrasando o motorista. É uma tensão dos infernos. Estradas estreitas em montanhas e penhascos tornavam a corrida ainda mais assustadora.

Se o caminhoneiro quer brincar, se quer se vingar, ou se não tem nada pra fazer na estrada e decide apavorar os viajantes, não1264205521433_fsabemos. Spielberg iniciou uma de suas grandes e mais eficientes marcas aqui, que posteriormente usaria de forma constante. Ele evita o motorista do caminhão completamente. Nunca o mostra para o espectador (claro que a ideia não veio dele,Hitchcock já usou essa técnica). O tubarão não é mostrado logo quando entra em cena. Para mostrar os dinossauros Spielberg prepara uma das cenas ícones de Jurassic Park (eles só aparecem por completo quase na metade da projeção). O E.T., as naves de Contatos Imediatos de Terceiro Grau, enfim. Spielberg gosta de deixar o público curioso, e ativamente imaginativo. Além disso, a técnica se torna aliada da proposta do filme, em Encurralado, só aumenta a tensão e o mistério envolto à obra. Aquela desesperadora perseguição fica muito mais intrigante.

Numa das melhores passagens do filme, o personagem estaciona numa lanchonete, onde encontra possíveis suspeitos de serem o caminhoneiro. Pode ser qualquer um, já que o caminhão também estacionou ali. Spielberg transmite pura genialidade ao nos mostrar os pensamentos do motorista. Ouvimos Mann falando sozinho, mas não de forma consciente. Confuso, desesperado, tramando um modo de se ver livre do caminhoneiro. Neste momento estamos maquinando uma ideia junto dele. Encurralado também aponta o início da parceria entre Spielberg e a Trilha Sonora, que sempre foi sua aliada. Na música de Billy Goldenberg (pouco conhecido compositor para filmes para tv) há resquícios de Psicose (até achei que fosse o mesmo compositor), que aumentam a tensão e elevam as cenas num patamar sufocante e desesperador. E mais tarde, seu grande colaborador John Williams faria o mesmo com as grandes trilhas que engrandeciam momentos chaves do cinema de Spielberg.

Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme feito pra TV, Encurralado, com sua estrutura televisiva inegável, permanece com uma estréia em grande estilo. Enfim, Spielberg foi descoberto.

Duel

Nota 8,0

Premiações, Séries

Previsão dos Indicados ao Emmy 2017

Emmy Award Emmys
Como todos já sabemos Game of Thrones não estará entre os indicados esse ano, porque a série só volta em julho, ou seja, ela só voltará a ser indicada (e muito provavelmente ganhar em 2018) enquanto isso, outra série vai tentar atrair todos os holofotes, ao menos esse ano já que a principal atração não estará dentre as indicadas, vou fazer uma breve previsão dos indicados, apenas nas categorias drama, já que eu, infelizmente não acompanho as comédias, a pergunta que não quer calar é se a HBO conseguirá emplacar um sucessor para Game of Thrones ou será que a Netflix emplacar sua primeira vitória na categoria principal. Eis então minhas humildes previsões.

Resultado de imagem para The CrownMelhor Série Drama .:: Ou um ou outro, ou Westworld ou The Crown a briga esse ano é claramente dessas duas séries que tem lugar garantido entre os indicados, ano passado a academia finalmente reconheceu The Americans que deve voltar entre os indicados, This Is Us foi um sucesso absoluto entre público e critica, então deve emplacar também a indicação, House of Cards só volta na próxima semana mas, com seu histórico de indicações mais uma não será novidade, Better Call Saul segue a mesma risca e muito provavelmente voltará aos indicados, sobram duas vagas algumas séries, The Leftovers tem agradado muito o público, Stranger Things e seu sucesso estrondoso podem cair nas graças dos votantes, contudo acho pouco provável, ainda temos Homeland que voltou a categoria principal ano passado e Mr. Robot que não teve uma boa temporada.
1. The Crown / 2. Westworld / 3. This is Us / 4. House of Cards / 5. Better Call Saul / 6. Mr. Robot / 7. Homeland

Resultado de imagem para Rami Malek Mr. RobotMelhor Ator Drama .:: Rami Malek passou a frente de Kevin Spacey e por mais que eu goste muito da atuação do Hacker, quem merecia ano passado era Frank Underwood, de qualquer forma, indicação garantida para ambos esse ano que, muito provavelmente dará vitória para Kevin Spacey, Bob Odenkirk também deve garantir sua indicação, as outras duas devem ficar por conta de Sterling K. Brown e uma possível  antes tarde do que nunca, indicação a Jutin Theroux.
1. Rami Malek, Mr. Robot / 2. Kevin Spacey, House of Cards / 3. Bob Odenkirk, Better Call Sall / 4. Sterling K. Brown, This Is Us / 5. Anthony Hopkins, Westworld / 6. Justin Theroux, The Leftovers

Resultado de imagem para Evan Rachel Wood WestworldMelhor Atriz Drama .:: Tatiana Maslany que surpreendeu a todos com sua vitória ano passado, não voltará esse ano, porque Orphan Black esta fora do prazo para competição, deixando assim a categoria ainda mais competitiva já que Claire Danes ganhou duas vezes, Viola David vem mais uma vez forte para a briga, Robin Wright só está aguardando a hora de sua vitória que, mais cedo ou mais tarde, chegará, por outro lado a academia pode dar a vitória a Kerri Russell, ainda assim as novatas na categoria Claire Foy, Ewan Rachel Wood devem emplacar suas indicações, sobra uma vaga que deve ficar entre Taraji P. Hanson ou Elizabeth Moss.
1. Claire Danes, Homeland / 2. Viola David, How To Get Away With a Murder / 3. Claire Foy, The Crown / 4. Ewan Rachel Wood, Westworld / 5. Kerri Russell, The Americans / 6. Elizabeth Moss, The Handmaid’s Tale

http://conteudo.imguol.com.br/c/entretenimento/2015/02/27/Melhor Ator Coadjuvante Drama .:: Uma das categorias que tratá muitas caras novas, já que o vitorioso do ano passado Ben Mendelsohn, não voltará porque a série está fora do prazo, ainda assim, Jonathan Banks vai para sua terceira indicação, Michael Kelly também deve repetir sua indicação, enquanto o Ed Harris, Jeffrey Right, e outros de Westworld devem tentar suas indicações, assim como Ron Cephas Jones, no entanto, desde já garantia de indicação John Litgow deve ganhar o prêmio.
1. John Litgow, The Crown / 2. Jonathan Banks, Better Call Saul / 3. Michael Kelly, House of Cards / 4. Ed Harris, Westworld / 5. Ron Cephas Jones, This Is Us / 6. Jeffrey Wright, Westworld

Resultado de imagem para Chrissy Metz, This Is UsMelhor Atriz Coadjuvante .:: Com Game of Thornes e Downton Abbey fora da jogada essa categoria também deve ter algumas caras novas, porém as já conhecidas devem reinar Uzo Aduba deve retornar, assim como Constance Zimmer e Maura Tierney, as vagas quatro vagas restantes devem ficar com Thandie Newton, Chrissy Metz e a querida Winona Ryder deve emplacar sua indicação.
1. Uzo Aduba, Orange Is The New Black / 2. Chrissy Metz, This Is Us / 3. Thandie Newton, Westworld / 4. Winona Ryder, de Stranger Things / 5. Constance Zimmer, unReal / 6. Maura Tierney, The Affair

Listas

7 Filmes Mais Aguardados de Cannes 2017

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Falta menos de uma semana para o Festival de Cannes 2017, eu como todo ano, fico ansioso para assistir os filmes, os curadores precisam arrasar nas escolhas esse ano, já que a seleção do ano passado foi maravilhosa, seleção essa que foi de alguma forma prejudicada por conta de um júri perturbado, de qualquer forma Pedro Almodóvar parece ser mais imponente, por outro lado, algo estará diferente esse ano, já que a curadoria não escolheu nenhum filme arrasta quarteirões para as seleções, por outro lado, mais uma vez Michael Haneke está na competição e já é considerado um dos favoritos, Nicole Kidman tem nada mais nada menos que quatro filmes entre competição e mostras paralelas e o principal barulho esse ano, foi a escolhe de não um mais dois títulos originais do Netflix, diretor para competição, agora vamos lá, separei os 10 titulos que eu mais aguardo.

Wonderstruck Julianne Moore7. Wonderstruck, de Todd Haynes
O filme de Todd Haynes vai mostrar uma jovem surda que vai até New York para encontrar uma atriz, que ela ama muito enquanto 50 anos depois, um garoto foge para Nova York para encontrar seu pai e encontra a menina surda como uma mulher mais velha, nos últimos anos Todd Haynes anda causando sensação nos festivais e não costuma sair sem prêmio, de melhor atriz em Veneza para Cate Blanchett (Não Estou Lá) até mais recentemente em Cannes para Rooney Mara (Carol) então vamos aguardar a recepção do filme e quem sabe um prêmio para Juliane Moore.

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6. Good Times, de Benny Safdie and Josh Safdie
Se existe alo gratificante é assistir a evolução de alguns atores, Robert Pattinson ainda não é o melhor ator da atualidade, contudo, está escolhendo muito melhor seus projetos e cá está ele mais uma vez em Cannes, o filme ainda não tem uma sinopse divulgada mas, os diretores já disseram que se trata de um filme de roubo, onde o protagonista (Pattinson) psicopata mentalmente danificado, o filme ainda tem no elenco Jennifer Jason Leigh, Barkhad Abdi.

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5. The Square, de Ruben Östlund
Se lembrar do diretor que ficou puto por conta da esnobada de seu filme (Força Maior) na categoria de melhor filme estrangeiro? Pois então, depois de uma vitória – duvidosa – em uma das mostras paralelas, o diretor está de volta direto para a competição, que diga-se de passagem foi adicionado depois do anuncio oficial, não se sabe muito do filme, um experimento de arte que convida a participação pública em uma grande cidade, mistério, não?

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4.
 How To Talk To Girls at Parties, de John Cameron Mitchell
O filme era para o ano passado, acabou adiado e ficou fora da competição, esperar ou não mais uma grande atuação de Nicole Kidman – sim, não ou talvez – ainda assim se tratando de um filme de Mitchell não espero nada menos que um ótimo filme, no subúrbio de Londres, Croydon, no final dos anos 70, o adolescente desventurado Enn se apaixona por uma garota que acabou de conhecer e que se revela ser um alienígena que visita a galáxia, aqui temos mais uma combinação Nicole Kidman e Ellen Fanning estão juntas.

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3. 
The Killing Of A Sacred Deer, de Yorgos Lanthimos
Outro que fez carreira no festival, que não costuma sair sem prêmios e se mostrou um dos diretores mais criativos dos ultimos anos Lanthimos está de volta a competição com mais uma de suas criações mirabolantes, ou não – o filme gira em torno de um cirurgião brilhante toma um adolescente preocupado sob sua asa, até que o menino tenta trazê-lo para dentro da dobra de sua família disfuncional, segunda parceria com Colin Farrell e um dos dois filmes em que ele faz parceria com Nicole Kidman.

The Beguiled2. The Beguiled, de Sofia Coppola
O olhar de Sofia Coppola sempre fui um tanto peculiar, uma das minhas cineastas favoritas, é sempre motivo de ansiedade, esse nova empreitada da diretora vai contar  a história de um soldado ferido é levado para se recuperar no ambiente feminino de uma escola de claustro para damas, é uma releitura de um filme de 1971 estrelado por Clint Eastwood. Sofia Coppola foi vaiada na sua ultima estadia na competição, porém, foi bem recebida quando abriu Um Certo Olhar, em seu filme anterior, vamos aguardar, lembrando que esse é um dos filmes em que Nicole Kidman estará.

YOU WERE NEVER REALLY HERE Lynne Ramsay Joaquin Phoenix 3
1. You Were Never Really Here, de Lynne Ramsay
Como eu disse lá no inicio, a seleção do ano passado está de lamber os beiços, esse ano eu particularmente não estou muito apegado a nenhum titulo, ainda assim, quero assistir esse dez, mais a esse aqui em particular, primeiro porque Joaquin Phoenix é meu ator preferido e não vejo a hora de ele ser devidamente reconhecido, segundo que Lynne Ramsay já havia feito um trabalho tenso em seu filme anterior, o filme vai narrar a história de uma tentativa de resgate em um bordel da cidade, um veterano de guerra que dedicou sua vida a combater o tráfico sexual se envolve com um poderoso político de Nova York.

Documentários

Eu Não Sou Seu Negro (2016), de Raoul Peck

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O ano que passou foi um ano diferente, não como um todo, manifestações artísticas, preconceitos, segregação racial nunca saíram das pautas de discussão, contudo, algumas vezes elas chegam no auge, como foi o caso de 2016, muito disso por conta da história da humanidade, que por longos e longos anos propagam o racismo da pior forma possível, em alguns momentos chegamos a ter nojo de nós mesmos, da nossa história -, quando o movimento Black Lives Marter uma nova onda de movimentos sociais, filmes, séries, artigos, músicas, livros, peças, passeatas, petições se iniciaram, o documentário de Raoul Peck faz parte do movimento.

O escritor James Baldwin deixou em uma carta para o seu agente o seu mais último projeto, que era terminar o livro Remember This House, que relata a vida e morte de alguns dos amigos do escritor, como Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King Junior, com sua morte, em 1987, o manuscrito inacabado foi confiado ao diretor Raoul Peck. São os discursos do próprio Baldwin que se concentra a melhor parte do filme, muita coisa do que os discurdos colocam como revolta pode parecer ininteligível para alguns espectadores, simplesmente porque tiraram de cena o fato de o escritor ser homossexual, como sugerido no documentário.

O discorrer das coisas são da forma mais didática possível, de qualquer forma, é um excelente ponto de partida para a discussão de uma questão ainda atual, ainda mais nos Estados Unidos que sempre acontece casos de racismo e afins, ano passado a próprio industria de cinema sofreu com ma baixa por conta do assunto, com ideias polêmicas do ativismos, assim nos convidando a pensar sobre as ações de uma nação para com seus próprios, todas as contradições do horror do racismo aparecem sem precisar de muita coisa e as frases finais da obra resumem todo o seu intento, trazendo em si a realidade de muitas e muitas nações ao redor do mundo, ainda que seja mais forte nos Estados Unidos, precisamos de uma vez por todos, deixar de lado o racismo e enxergar que somos todos iguais.

Nota.:: 7.0
(I Am Not Your Negro, 2016)

Diretores

Bertrand Bonello

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O compositor que virou diretor, é assim que chamo Bonello que, logo com seu primeiro filme O Pornógrafo (2001) conquistou a critica do Festival de Cannes, foi por lá que o diretor fez carreira, todos os filmes que seguiram seriam selecionados, mesmo que não para a competição principal, estariam ali marcando presença e colocando o diretor no gosto da critíca, Tiresia (2003) foi selecionado para a competição, assim como o seguinte L’Apollonide – A Casa do Amor e da Tolerância (2011) que retratou o cotidiano de uma casa de prostituição na França, o filme acabou caindo nas graças da critíca, ainda assim não ganhou nenhuma prêmio, já naquele filme a marca de Bonello já ficava claro, longos planos e cenas demoradas, filmadas da forma mais fria possível,  biografia Saint Laurent (2015) seguiu um caminho parecido, ainda na seleção oficial de Cannes, o filme não agradou a critíca, ainda assim o filme conseguiu ser o selecionado para representar a França no Oscar, logo não conseguiu a indicação, seu ultimo filme Nocturama (2016) faz referência aos ataques terroristas na França.